{"id":1273,"date":"2017-03-28T15:47:12","date_gmt":"2017-03-28T18:47:12","guid":{"rendered":"http:\/\/newstruckpad.wpengine.com\/?p=1273"},"modified":"2017-03-28T15:47:12","modified_gmt":"2017-03-28T18:47:12","slug":"brasil-e-oitavo-pais-mais-perigoso-para-transporte-de-cargas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/news.truckpad.com.br\/?p=1273","title":{"rendered":"Brasil \u00e9 oitavo pa\u00eds mais perigoso para transporte de cargas"},"content":{"rendered":"<div>\n<div>Transportar carga no Brasil \u00e9 t\u00e3o perigoso quanto no Iraque ou na Som\u00e1lia, pa\u00edses em que h\u00e1 conflitos armados que se arrastam h\u00e1 anos. Essa \u00e9 a avalia\u00e7\u00e3o de um comit\u00ea do setor de cargas no Reino Unido, que listou os 57 pa\u00edses em que \u00e9 mais arriscado transportar mercadorias. Os dados foram divulgados no in\u00edcio do m\u00eas e citados dia 16 pela Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) para alertar sobre o impacto desse tipo de crime na economia.<\/div>\n<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Segundo o Joint Cargo Committee, o Brasil \u00e9 o oitavo pa\u00eds em que \u00e9 mais perigoso transportar carga. Se exclu\u00eddas as na\u00e7\u00f5es atualmente em guerra, como S\u00edria e Sud\u00e3o do Sul, o Brasil passa a ocupar o topo da lista, seguido de perto pelo M\u00e9xico.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A pesquisa levou em conta os trechos da BR-116, entre Curitiba, S\u00e3o Paulo e Rio de Janeiro, da SP-330, entre Uberaba e Santos, e da BR-050, entre Bras\u00edlia e Santos. Para o vice-presidente da Firjan, Sergio Duarte, a gravidade do problema afeta a competitividade da economia brasileira.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>&#8220;A decis\u00e3o de investimento do empres\u00e1rio leva v\u00e1rias coisas em considera\u00e7\u00e3o, e uma delas \u00e9 a seguran\u00e7a. O roubo de carga afeta frontalmente a decis\u00e3o de investimento e compromete o futuro do nosso pa\u00eds&#8221;, alertou.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>De 2011 a 2016, o n\u00famero de roubos de carga registrados no Brasil subiu 86%, passando de 22 mil casos por ano no levantamento realizado pela Firjan. A soma n\u00e3o leva em conta os casos do Acre, Amap\u00e1, Paran\u00e1 e de Roraima, cujos dados n\u00e3o foram obtidos pela pesquisa.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Neste ano, o Brasil levou apenas 44 dias para superar o n\u00famero de roubos de carga registrados em 25 pa\u00edses europeus, nos Estados Unidos e no Canad\u00e1. Apesar de S\u00e3o Paulo concentrar a maior parte dos casos, o Rio de Janeiro chama a aten\u00e7\u00e3o pela velocidade com que a incid\u00eancia do crime vem aumentando. Em 2011, pouco mais de 25% dos casos do pa\u00eds ocorreram no estado do Rio, fatia que cresceu para 43,7% em 2016.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>&#8220;O industrial do Rio de Janeiro tem sua carga saindo da empresa com risco de ser roubada e tem aumento de custo da sua mat\u00e9ria-prima. O produto dele fica mais caro e ele n\u00e3o vai competir com as empresas de outros estados&#8221;, diz Duarte, que \u00e9 empres\u00e1rio do setor de alimentos, o mais afetado pelo problema. &#8220;Nos supermercados, por volta de 20% dos pre\u00e7os est\u00e3o sendo majorados por causa do roubo de carga.&#8221;<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Como resultado da alta dos custos, j\u00e1 h\u00e1 empresas desistindo de levar suas mercadorias para o Rio de Janeiro, e empres\u00e1rios fechando suas unidades no estado. Al\u00e9m do encarecimento, o consumidor pode enfrentar falta de produtos se o problema permanecer em alta, afirma Duarte.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A Firjan lan\u00e7ou hoje um movimento nacional de combate ao roubo de cargas e pediu empenho das autoridades no combate ao problema. Para Duarte, s\u00e3o necess\u00e1rias leis mais rigorosas com empresas que armazenam e vendem produtos roubados. &#8220;\u00c9 importante as pessoas entenderem que n\u00e3o existe roubo se n\u00e3o houver quem compra o [produto do] roubo. O consumidor tem que entender que ele faz parte disso.&#8221;<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A deputada estadual e ex-chefe da Pol\u00edcia Civil, Martha Rocha (PDT), disse que o crime de roubo de cargas no estado tem rela\u00e7\u00e3o com o controle de territ\u00f3rios na periferia por parte de organiza\u00e7\u00f5es criminosas, que usam esse crime para financiar outros.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>&#8220;Hoje, as organiza\u00e7\u00f5es criminosas est\u00e3o usando o roubo de carga como fomento para a compra de armas&#8221;, analisou Martha, que prometeu que a Comiss\u00e3o de Seguran\u00e7a P\u00fablica e Assuntos de Pol\u00edcia da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro realizar\u00e1 uma audi\u00eancia p\u00fablica sobre o assunto.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Fonte: <a href=\"http:\/\/www.caminhoneiros-do-brasil.com\/2017\/03\/brasil-e-oitavo-pais-mais-perigoso-para.html#more\">Caminhoneiros do Brasil<\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Transportar carga no Brasil \u00e9 t\u00e3o perigoso quanto no Iraque ou na Som\u00e1lia, pa\u00edses em que h\u00e1 conflitos armados que se arrastam h\u00e1 anos. 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